terça-feira, 10 de maio de 2011

Menina Bonita


Menina bonita
Olhos tão meigos, Olhos sofridos
Olhos molhados, vermelhos de chorar
Não consegues imaginar
O por que de tanto sofrimento
Noites frias.
Noites gemendo.
Noites de fome.
Noites de dor.
Noite de páscoa.
Noite de natal.
Dor de doença.
Dor da vida.
Dor de saudades.
Tanto sofrimentos para uma menina.
Vivendo na rua, ainda és uma criança.
Sentada no chão naquela esquina,
Uma mãe cega, algumas moedas que lhe traz esperança
“De fome hoje não vou chorar!”
No fim do dia, “Vou ajudar mamãe a caminhar.”
O viaduto não é bem uma casa, “Mas juntinho dela se torna meu lar.”
Menina bonita.
Olhos tão meigos, olhos tão sofrido
Começaste a viver agora.
Uma sorte difícil a vida lhe reservou,
Tanto sofrimento desde que ao mundo chegou
É uma grande metrôpolis a que vives.
Ninguém se importa com seu sofrimento,
Mas é por que estão  atarefados demais.
“A prosperidade esta ai, temos que correr atrás!”
A época é a do consumismo e grande são as oportunidades e as necessidades.
O ser humano precisa se satisfazer,
Ah! Menina bonita, não sobra tempo deles para você,
Fala baixo, mas os que jogam as moedas,
Não fazem pela bondade delas.
Estão aproveitando a oportunidade
Elas investem em vocês agora,
Pensando em receber de Deus na eternidade.
Isso acontece não pelo fato que o homem e um ser mal.
O que  nos fária pensar assim?
Seria o fato de ver o homem gastar milhares em armas de guerras para matar?
Talvez o desejo de conquisar o universo com viajens espacias
Enquanto aqui nós vemos a fome ainda dominar.
Ah! Menina bonita.
Isso não é o que preocupa seu pequeno coração.
Já se vai o dia e mais uma vez segura a mamãe pela mão,
Guiando-a com cuidado até o lugar que chamas de lar.
É hora de dormir  e agora você começa a sonhar,
“Que linda boneca aquela da vitrine que sempre gostei de olhar”.
´”E minha melhor amiga, conto para ela os meus segredos
Ela me disse que vai me ajudar a mudar de vida”.
Amanhã querida, ela não vai estar mais lá.
Aquela menina que parecia uma princesa,
Aquela mesma que desceu de um carrão e entrou na loja,
Voltou para a boneca levar.
Ah! Menina bonita.
Não foi fácil te ver nesta manhão
Quando chegaste com mamãe e correste na vitrine
Para sua amiga cumprimentar.
Olhos tão meigos, olhos sofridos.
Olhos molhados, vermelhos de tanto chorar
Por não encontrar a amiga.
Eu juro, desacreditei  em toda Justiça
Como pode um ser pequenino, um coração inocente
Ver tudo o que acredita se perder.
Que diferença havia entre estas dua meninas
A princesa e a menina da rua,
Uma bem vestida e outra suja e quase nua?
Se não nas oportunidade que ambas tiveram
A desigualdade social se torna a guerra mais severa.
Estabelece  uma divisória trazendo a exclusão.
Excluindo da felicidade e do bem estar uma grande multidão.
Ah! Menina bonita.
Depois de desacreditar no sistema que conhecemos,
Me surpreendi com o inesperado.
A princesa   voltou com sua mãe no seu carro,
Desceu e foi em direção da menina bonita e da mãe cega.
Encontrou a menina ainda com os olhos vermelhos de choro.
E lhes contou a mãe da princesa, que sua filha perdeu a noite de sono,
Queria presentear a boneca para a menina da rua.
 Tinha percebido a grande amizade entre a menina bonita e a boneca.
A vendedora da loja com a intenção de mostrar como era a boneca especial
Contou a a experiencia da menina que conversava com a boneca desde o natal,
Acreditando que essa amizade nunca teria fim.

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