sexta-feira, 20 de setembro de 2013

SOLIDÃO



Solidão! O mais estranhos dos sentimentos.
É a voz do coração, é um aviso de perigo:
 _ A alma está presa em profunda depressão.
A vivência do homem não se pode explicar por palavras,
Não se pode desvendar o mistério, o engano está nas palavras ou se encontra na explicação? À engano na diciplina da vida que procura explicar as doutrina da existência do homem.
Os caminhos são diferentes
muitos tão vazios e acabam chegando ao mesmo lugar.
O que faz o homem mesmo ao lados de milhares
Se sentir tão só, tão vazio precisando chorar?
Tãnta  inteligência, capaz de desenvolver ambiciosos projetos
S homem é forte e pode-se dizer grande em realizações.
Vence limites sem dificuldades   acumulando conhecimento e pesquisas   
Sle consegue o que deseja.
Por quê tamanha inteligência e poder as vezes são armas tão insignificantes
Diante de um estado de alma chamada solidão?
A solidão é um fator abstrato.
È o hoje o amanhã e a inexistência do Passado!
Pode-se senti-la tocando-a com as pontas dos dedos...
Ao mesmo tempo senti-la é o mesmo que abraçar o medo
É mentir pra si mesmo falando a mais sagrada verdade aprendida
Seria também  a oportunidade de se encontrar com as conquistas...
 ...Talvez um encontro gerado no útero das sensações arredias
Coração falador vê o improvável virar realidade
Expulsar do ventre num parto, a doce serenidade.
Sereno seria o nome que se dá ao sentimento que poderia trazer a lucidez!
Único problema é que a lucidez revela a realidade da solidão
Tudo a estaca zero, seria o homem sozinho num cantinho do coração...


Memórias de uma estrada

 Uma estrada sabe falar
Conta sem receio a história de quem nela passar.
Suas palavras nem todos podem entender,
Alguns passam depressa e nem conseguem perceber
O esforço deste caminho na ânsia de se comunicar.
A dica que se dá para quem tem ouvido,
É, em primeiro passo: Pare na beira  deste caminho
Se abanque debaixo deste grande pé de Ipê Amarelo
Que apesar de estar despojado de folhas, em um gesto singelo
Entre poucas sombras oferece de inicio uma história de amor
Pois no seu tronco uma sicatriz antiga
Revela um coração, dois nomes e um sinal de dor.
O desenho tão bem esculpido, parece  que foi trabalho de um artista,
Mas, se nota golpes de uma lamina com intuito de destruir
Qualquer lembrança do amado que depois de uma briga decide partir.
Esqueça juras de amor eterno
Amor leal, só- o materno!
Lembrando-me que estou a beira do caminho para ouvir a estrada falar
Mais adiante quase naquela curva violenta, cinco cruzes e um altar,
Contam a história dos Silvas que moram próximo á aquele lugar.
Dois irmãos  e três primos, todos com um projeto de vida a seguir!
Falam as más línguas  que eram   meninos muito  orgulhosos,
Difícil mesmo de engolir.
Queriam ser mais que todo mundo,  por coisa pouca já começavam uma briga.
Se gabavam que iam pra faculdade na cidade grande
E perto estavam da esperada partida.
Os amigos  até organizaram uma grande festa de despedida,
Tinha muita carne, tinha mulher e tinha muita bebida!!!
Aquelas cruzes não precisavam estar lá,
Mas estão por que elas têm uma história pra contar.
Daqui mesmo  sem muito esforço,  posso enxergar uma placa
Nela  está escrito: Pesque e Pág do Pedrinho!
Todos conhecem ele desde menino.
Criado solto sem pai deu muito trabalho,
Não tinha crédito algum, era considerado um preguiçoso.
Vivia no rio pescando, na escola não deu certo,
Era muito conversador, diziam que era muito manhoso.
Todos podem um dia   acordar para vida conhecer o sucesso de perto.
Depois que a mãe morreu,  ficou sozinho com mais dois irmãos.
Na pequena propriedade da beira da estrada ele tentou de tudo produzir. 
Eram tantas tentativas frustradas que pensou em desistir.
Tantas mudanças implantadas faziam muitos que  por ali passavam, até rir.
Foi então que desesperado foi pescar,
Acreditava que não tinha mais nada para fazer,
Passara tanto tempo pescando que não deu tempo para outra coisa aprender.
Triste desiludido,sentado na beira do rio observou,,
Lá em cima na ponte um furgão amarelo com um peixe desenhado  passou.
“Só pode ser uma luz! De peixe eu entendo”
 Agora! Cada vez que passo na frente da propriedade do Predrinho me surpreendo.
A sua chácara hoje tem muito valor  
E nos mercados onde vende seus peixes é chamado de Senhor.
Temos que admitir, a estrada da vida é quem prepara e constrói o verdadeiro vencedor!
Depois de descansar um pouco, é ora de deixar para traz o Ipê amarelo
Pegar a estrada continuar caminhando
Conhecer a alegria e as vezes o flagelo
É preciso estar atento pois a estrada continuará falando.
Uma hora falará em alta voz, outra no seu ouvido vai susurrando
A historia de quem por ali passou.
Conta a historia dos viajantes e também de quem nela trabalhou,
Enfrentando a dureza de um salário baixo, saudade de casa, uma vida infeliz
De quem a beira da estrada precariamente se acampou,
Com a missão visionária de estar construindo um grande país.
Um monumento levantado na beira da rodovia
Presta homenagem a quem não poupou esforços e alguns até a própria vida
Essa  foi a história do Zé Alecrim, seus companheiro o apelidaram assim
Por que diziam que de “zoio fechado” o conheciam só pelo cheiro,
Nada de maldade, era ele considerado o melhor companheiro,
O melhor funcionário também conhecido como “ligeirinho”
Muito alegre fazia suas obrigações num estralo, era mesmo rapidinho
Mas nada de descansar,  fazia assim para outros no trabalho   poder ajudar.
A semana dos acampantes nesse ritmo voava,
O serviço sempre rendia, Zé alecrim com seu jeito serelepe a todos alegrava,
Mas o melhor da festa pro final do expediente era reservado
Os companheiro malema  tomavam banho, jantavam, já estavam abancados.
Zé alecrim de posse de uma viola e um violão virava artista
Ia de MPB, Rock nacional, sertanejo, a alegria era geral
Mas o danado era melhor ainda como trovador repentista
Nos versos improvisado mexia com a vida de todo mundo até dos chefes falava mal.
Essa alegria contagiante deveria ter uma explicação
Dava impressão que tinha algo bem escondido lá dentro do peito
A realidade da distância de casa se agravava por ter sua filhinha doente em um leito
Desenganada pelos médicos, por ter um problema raro no coração.
Poucos conheciam sua história, nunca ninguém o viu chorar
Nesse fato ele achava força para lutar
Nunca perdeu a esperança
Acreditava que os médicos estavam errados, não vou ver o fim da minha criança.
Que fato questionável o sucedido,   a época de chuvas naquele ano começou  mais cedo
Não havia condições de partir, a estrada era intransitável, era chuva que dava medo.
“O pior está para acontecer” nunca é uma expressão bem vinda
Mas a realidade pode ser difícil no interior de uma mata fechada
Alguns dos trabalhadores foram acometidos por uma forte malária
O surto da doença que chegou pegou o acampamento de surpresa
Em uma enfermaria improvisada, Zé Alecrim doente foi colocado sobre uma mesa
Na mão segurava uma carta de casa e uma foto da mulher, dos dois menino e da filha
A impressão que se tinha é que  naquele momento ele conversava mesmo com a família
As palavras que se ouvia eram de encorajamento  mas trazia um tom de despedida.
Parece uma história como muitas outras a do Zé alecrim  uma historia com um fim,
Mas é o começo para quem deseja ser graduado na faculdade da vida.
Olhando as lembranças de um companheirismo vivido
Fez com que a estrada fosse com muito esforço concluída.
Quando deixamos egocentrismo de lado
Decidimos aprender com o universo ao redor
Há uma chance de sermos pela vida graduado
Podendo tornar o nosso mundo bem melhor.
Na estrada da vida se o homem por atenção em tudo que acontece
Poderá repensar seu mundo e se preciso for decidir mudar
Contar e ouvir história e da conclusão ao final fazer essa prece:

Senhor! Me ensina olhar para os outros poder reconhecer o seu esforço, me ensina amar. 

Tenho um sol no meu quintal



Eu mandei colocar um sol no meu quintal
Um desejo sobre tudo que era bom
Uma vontade de viver longe de tudo que me parecia mal
Afastar-me do erro, abraçar-me a reverência
Aprender com a vida a sublime matéria chamada paciência
Saber esperar o fruto que plantei
Mesmo que as vezes as vezes faltou a chuva e com lagrimas eu a reguei
A colheita seria boa e com certeza tudo o que colho vou dividir
Foi o jeito que encontrei de me sentir bem e quem sabe poder assim ser feliz
...quem sabe esse sol possa me trazer calor
Eu possa ter pra mim e para outros essa força que todos chamam de amor
Num sei se você ta entendendo tudo o que passo a   falar
Se consigo filosofando em versos algo profundo ensinar
Pois esse sol no quintal não era só minha propriedade
Tudo bem era meu sonho, minha dedicação, meu jeito de repartir um pouco da verdade
Do conhecimento que alguém me chamou para me presentear com essa forma de contribuir
O sonho que tinha era que todos pudessem construir
Num cantinho da sua vida esse sol que veio pra se multiplicar
Um sol de verdade, do caminho da necessidade de amar
Um astro que alguém já chamou de segundo sol
Mas poucos vêem por não ver e nem poder tocar
O que aconteceu...
Se a Luz vem para mostrar seu brilho...
Alguém pode nos tirar do trilho?
 Tirar  calor?
Tirar o rumo, o prumo... mostrar outro caminho?
Quem poderia tocar seu destino...
Te fazer escuro... te tornar um menino!
Eu deixei ... eu poderia apagar o sol
Você acredita... eu pensei q o sol tinha acabado...
Um trote... um engano
Me senti semi-deus... sem deixar de ser humano
Me roubaram o meu sol em um dia
No outro já sentia a saudade da alegria
Me convenceram que precisava chorar...
Durou pouco... a felicidade me mostrou o que precisava ver
Tudo o que precisava de verdade estava aqui
Meu sol ainda vive, brilha,... não conseguiram me convencer
O que me roubaram foi o que eu tinha pra dividir...
Sou um semi-deus...
Sei criar do nada a esperança, o desejo e a felicidade
Aprendi gerenciar o mundo que Deus me presenteou controlando desejos e vontades
Não preciso ver o sol... nem tocar o sol...

Tenho um sol no meu quintal

No silêncio de um amar

Teus olhos me diziam q você tava ai dentro
Até sentia que você estava ai me esperando
Chamei-te pelo seu nome
Ouvi-te suspirando
Foi então que entendi que você queria se esconder
Você convidada para felicidade
Mas fugia sem perceber
Que a voz era do amor que sonhou, era a voz da verdade.
Um mundo cheio de cinzas e dor
Você não me ouve por duvidar que desejo vê-la feliz
Você esqueceu o lado bom do amor
O caminho que escolher não é o que sempre quis
Deixou a secura da traição
Das pedras, dos espinhos
Um deserto de amores no coração
Apagou o sorriso que sempre existiu no seu caminho.
Agora vem dizendo que tudo é igual
Tem encantos encantando a sua alma
Tem vozes em todos os lados te querendo fazer mal
Mas é o meu abraço, a minha calma
É o meu cuidado que está aqui pra cuidar de você
Você chora no desespero
Das lembranças e logo diz não merecer
O refugio que o Céus esta construindo
O amor que estou te trazendo nos meus lábios
Pois se tocam os seus lábios vem o desejo
A lua aparece oferece magia
Trás a luz na noite romântica do luar
Trás nos seus sonhos roubado
O desejo de se apaixonar
Deixa-me ainda mais ser esse homem apaixonado
Escuta menina... Escuta o meu grito de paixão
To aqui diante das janelas da sua alma
Tentando te ver ai dentro no coração
Escondida tentando me dizer que não rola nenhuma emoção
Manda o medo embora
Deixa-me entra nesse momento
Quero que me chame pelo meu nome agora
Meu nome é carinho, abraços, o oposto do sofrimento
Teu amor eu quero
Mulher num demore

Por mais um tempo fico aqui..., te espero!

INSÔNIA



Hei Você escutou
Todos já foram deitar
Hei você escutou o delírio da noite
A alma, que cansou
A pergunta que voltou pra te incomodar
Todo mundo tem uma amiga
Ela retorna sempre que vamos dormir
E volta sempre, difícil a ela resistir
ENCHE-te de pergunta, te deixa em fadiga.
Eu você escutou?
Todos foram deitar, mas você não dormiu
Ta sem sono e virou filósofo
Ta querendo seu mundo repensar
Tem jeito não, tudo ta igual sempre foi
A dor dessa gente
Não tem eu e nem você, que entende
O caminho num dá pra pensar
E Você agora quer repensar?
Essa dor da pergunta que te trouxe ao caos
DEIXA-te no delírio e nem você sabe
Não é o onde eu num pude ir
Talvez corri de mais, é nunca fui feliz!
Numa caverna fiquei ali...
Num foi por que eu escolhi.
Eu acordei de noite e estava aqui...
Hei Você... Escutou
De uma risadinha abane a cabeça
Você num ta louco não... Esqueça
È eu q fui deitar...
Queria dormir, mas fui me incomodar cm você
Perdi o sono e não sei o q fazer;
Vamos conversar...
Mas pera ai...
Cante uma canção pra eu dormir
Enquanto isso vou esquecer...
Um mundo com um começo
Um universo com o fim bem ali...
Uma estrela que é a última do canto
O que tem depois dela...
Que tamanho você é... Quem fez você
Quem fez o medo...
Quem fez a primeira pergunta...
Quem foi o primeiro maluco que gostava de sol...
Quem é o sol
Hei Você escutou?

Aiai... Claro q não... você já dormiu!