Mãe é vida... Mãe pode ser morte...
Minha alma sangra ao imaginar que o ser humano não usa a evolução para melhorar suas relações.
Minha alma sangra ao ver a mão que embala o berço permitir a voz que cantou tantas canções
As mãos que outrora estendeu para ajudar, se tornar o motivo do choro de um coração maduro
Minha alma sangra até morrer quando em um mundo de luz, me sinto num quarto escuro
A revolver a infelicidade de ter nascido nesse mundo...
A minha alma sangra ao sentir a desesperança numa queda sem fim nesse buraco fundo...
A minha alma simplesmente sangra...
E é pra morrer!
Mãe é vida... mãe pode ser morte...
Minha alma sangra porque não acredito mais na vida...
Pois a fonte da vida está salobra
Não esquece de me amargurar a cada manhã como se desejasse me dizer
Num esforço que só vejo esforço pra me fazer esquecer
que vida começa com v e não com a letra M
M de mar, de mor, de morte...
De mãe...
Meu coração sangra numa manhã que tem sol la fora...
Onde bem de madrugada a esperança ja foi embora
Tanto que queria passar o dia ao seu lado...
Numa queda... num fato inesperado...
Meu coração fico vermelho
Cor de lodo, cor de cobre...
Uma fatia unica de uma gangrena cor do desespero...
Choro a lágrima que ninguém vê por um ano inteiro!
Meu oceano me espera... minha areia molhada me chama
Passou da hora meu mar é a unica q me ama...
Meu corpo vou te entregar
No desespero de aos poucos em suas águas... me afundar...
O mundo não tem nada mais...
Meu coração Sangra... até tudo se derramar!

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