sábado, 21 de setembro de 2013

A chuva na janela...

A chuva desce pela janela
Num desses dias em que as lembranças  aparecem
A gente se tranca aqui dentro e a dor que se revela
Deixa a mostra  o passado perdido e distante
Passado de um menino que existe na recordação
De uma cena de felicidade de um coração amante
Amante das coisas de meninos
Uma pipa no ar, um carrinho feito com pedaços de madeira
O carrinho de rolemã, as bolinhas de gude que tinha perdido
O caminho na mata, a cabana feita pras horas de brincadeiras
A chuva desce pela janela
La fora e aqui dentro aguça as lembranças
Era nos dias de chuva  que no quintal enxergava-se um mar
Quantos navios de piratas, monstros marinhos..., na água que esta a respingar...
há! só na cabeça de criança
A gota d’águas que caiam com violência nas possa
Rapidamente tornavam-se lenhadores com seus machados
 Derrubavam num instante   uma floresta inteira, que o menino tinha imaginado
Parecia uma prisão ficar dentro de casa esperando a chuva passar
Mas até que era divertido, no tapete o Mimi rolando com os novelos de lã da avó
Fazia todos rirem e não se via o tempo passar
Dali a pouco invadia a sala um cheirinho especial
Bolinhos de chuva que a mãe começava fritar
Que delicia, até que não era tão chato o dia de chuva.
Mas então a chuva ia passando
Com folhas de caderno velho, barquinhos de papel ia surgindo
A chuva mal parou de cair e a gente já ia saindo
Na frente de casa uma leve enxurrada corria e nos imaginando
Ser um rio, o barquinho de papel ali o colocava
Ladeira abaixo ele nos íamos acompanhando
Então num bueiro a viagem do nosso belo barquinho  terminava
Nessa altura o sol já tinha aparecido e era hora de bola ir jogar
Vida de criança era tão bom...
Tudo bem, num tinha computar, play station, nem celular...
Mas se era feliz   e a gente  sabia inventar...
Criatividade nunca faltou...

Chuva na janela, também era sinônimo de brincar!

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