Onde vai dar esse caminho
Por que ele tem tantos espinhos
Na beira desta estrada
Num canto de descanso
Sempre se vêem marcas de sangue derramada
Tantas historias, lagrimas, anos após anos...
Ali se encontram almas abandonadas
Onde vai dar esse caminho
Por que ele tem tantos espinhos
Por que ninguém consegue dar explicação
Explicações até que se encontra aos montes
Cada um fala de um jeito, tem sua fé escrita no coração!
Onde vai dar esse caminho
O que fazer com os espinhos
Seria boa idéia gostar dos espinhos
Seria bom aprender a lucrar com sua existência
Bom, seria apenas mais um
nesse sentido
Bons espinhos talvez produzam boa
essência
Uma boa essência deve
vir numa bela embalagem
Religião, livros, diversões, trabalho, consumo...
Essências? Bom quem sabe
Quem sabe seria boa opção, pensar em remédio
Remédio pra alma, pra solidão,
Pra dores do parto, pra dores do tédio...
Onde tem dor, tem uma pessoa a procura do alivio
Pés feridos pelos espinhos
Estrada que se
conhece o começo mais não o fim
Estrada que trazem choro e algumas risadas
Risos presenteado a
alguns quase escolhido a dedo
Minoria, pode-se
dizer com muita realidade
São as minorias que exploram o sofrimento e o medo
Os poucos dependentes daqueles que não conhecem a felicidade
Se dependem, talvez
aí se encontre a explicação
Pés feridos, são pés que manquejam
São pés à busca de
muita atenção
Sem tempo pra nada, são pés
que não reclamam
Então pra que tirar os espinhos
Tem gente que alem de não ajudar
Aparece de vez em sempre só pra atrapalhar
Tem por ocupação embaralhar o caminho...
É, onde vai dar esse caminho?
Por que nele há tantos espinhos?
Talvez seja perca de tempo
É dar com os burros n’águas, viver só em lamentos
É pedir pra vida enviar sorte
È viver com o pé na vida e na morte
Tudo bem, a hora é boa pra se repensar
Olhar essas marcas de sangue espalhadas
Olhar o caminho e o quanto tem nele para se andar
É bem verdade que não se sabe onde o caminho vai terminar
Mas precisa-se saber
é onde ele começou
Pode ser que ninguém apareça pra ajudar
O que se precisa de verdade, é os sonhos que o vento e o
tempo não levou
Não levou, mas o coração tudo escondeu
É pra manter a mente um tanto ocupada
Esquecer a pancada na estrada que o sofrimento lhe deu
Tanta morfina foi necessária
Mas continuar em frente é o presente seu
O caminho pode ser indefinido
Os espinhos até doer demais
Mas superação é remédio a um coração ferido
Conhecendo o inicio e o meio da caminhada
O fim tanto fez como tanto faz!
Vai estar lá.
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