sábado, 21 de setembro de 2013

Briga de amor



A janela ta embaçada
Uma neblina cobre a paisagem
O frio me fez acender a lareira
To tentando me aquecer nessa fogueira
Mas o frio ta na alma gelada!

Um fim de semana na montanha
Fugindo do mundo, do meu mundo
Um clima diferente tão atípico
 Me parece tudo tão sinistro
Quatro estações do ano em um único dia.

Meu coração ta meio apertado
Não tem jeito de esconder a saudade
Eu insisto em olhar para estrada
Tudo em vão, não da pra enxergar nada
Nem quem o coração queria ver

Me deito naquele sofá tão macio
Uma taça de vinho tenta minha alma aquecer
Meus pensamentos me traem e me fazem lembrar
Como fui duro... como pude te magoar
Se choro  agora sei que mereço...


Os olhos pesados de cansaço
Vou até a porta para deixar sem trancá-la
Sei que você foi embora com o coração arrasado
Mas ainda tenho esperança, sou um homem apaixonado
Volto pro sofá dormir um pouco, mas o desejo é de ver você voltar

Com ajuda do vinho pego no sono...
Num sei se sonho ou pesadelo vejo a sena do nosso amor
Depois num deslize, eu que tanta alegria te dei
Num momento de loucura sem pensar te magoei...
E vi você partir chorando sem   dizer adeus

Perdi o chão, perdi o mundo...
Perdi o sol e a brisa que vinha do mar
Fui pra montanha onde tudo começou
Numa  taça de vinho, a marca do seu batom que ficou
Era a prova viva do seu desejo, e minha vontade de te amar

Chuva na janela... um caminho coberto pela neblina
Um sofá onde estava eu abatido... onde com pouco de vinho eu Dormia
Meu desespero se tornava um pesadelo que me fazia sofrer
Acordei chorando... senti seu amor numa forma de pranto
Falando, com seus dedos o meu rosto ia tocando...
Sem palavras dizia que me perdoou...
E que  nunca imaginava me deixar sem me oferecer seu amor!

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