Olha ali... bem no pé da montanha...
Um caminho estreito, só para se caminhar a pé.
Num da pra passar a dois lado a lado....
Uma estrada que deixa de fora o passado
Passado que sempre vivido na base da fé.
Olha aqui... bem debaixo dos meus pés
O caminho do começo ao fim...
O começo que já foi embora
Uma estrada se começa, um descanso que fica de fora
Terminar seria um alivio pra mim!
Uma sombra, um ipê
amarelo
Um campo ao lado cheio de flores
Numa brisa suave vem poeira mas vem muitas cores
Vem perfume de uma
lembrança
Mas o tempo não me deixa lembrar
Ainda q procure nesse odor a esperança
A dor insiste em me maltratar.
Olha o vento que acaba de chegar
Leva a primavera pra longe
Me nega o direito de amar
Corre o sangue na
veia passa pelo coração
O ipê florido é passado
Presente é a solidão!
Olha a estrada como ficou sem flores....
O campo arado se torna poera ao vento
As flores, os perfumes, os pássaros...
Tudo se tornou historia pro contador ensinar...
Num se pode mais ver se era verdade
Num se pode mesmo afirmar
Existiu um caminho florido?
Existiu o desejo de amar?
Olha só... bem debaixo dos meus pés...
A estrada ainda sobrevive...
Até quando os pés descalços agüentar...
Pedras são objetos que cortam e faz sangrar
Como apareceram tantas pedras
Como insiste meus pés ferir
Como posso insistir num caminho
Onde num existe um passado
Onde o presente tenta se ausentar?
É uma montanha...
Tudo bem, é verdade vou subir
Depois da curva tem outros ares
Quem sabe um novo sonho, alguém pra dividir
Mas sei lá, se penso só no passado
Sem aquele perfume, sem aquelas flores
Sem aquele abraço, sem aquelas cores...
Sem seus beijos apaixonado...
Aiaiai... será... possível prosseguir assim?
Bom é um caminho, uma
montanha uma estrada
Se a dor foi o presente enviado a mim...
A solidão de uma lembrança passada
O presente não existe, o futuro posso esquecer
Se o amor vem uma vez, uma única vez
Mora tão pouco no peito se vai sem perceber...
Então isso não é caminho
É dor é espinho
É morte, é o destino
É uivo da alma de um peregrino
No caminho do amor que ficou pelos campos sozinho
Saudade n peito sem nunca mais seus lábios pra tocar
É tocar o sino da morte
É sentir o fôlego sem mesmo poder respirar
É sonhar um sonho e num ter como realizar
É deitar e passar a noite escura com vc nos pensamentos
Levantar e perceber que o sol nem quis o dia clarear...
Viver o passado como um eterno momento
É fazer do instante um eterno apaixonar
Viver cada segundo o q se viveu ontem e a semana passada
O mesmo tédio, a mesma alma amargurada
Soltar no peito um som noturno de quem vive só, na beira da
caminhada...
É rever o filme da despedida
Uma cena de cinema, uma cena desesperada
Um adeus e ver vc sumindo aos pouco naquela estrada
É lembrar que foi embora a historia de um grande amor
É a certeza de trocar a felicidade
Substituir pela sensação de eterna dor
É ter que dividir os pensamentos com a realidade...
E te perder, é ficar só na estrada
É esquecer que o caminho ainda existe...
É negar a si mesmo o desejo de recomeçar
Sabendo q a vida continua e em amar o coração insiste
Mas é difícil colocar outro amor... novamente se apaixonar!
Aiaiaiaiai... encontrar um novo amor
Tem riacho, tem uma gruta
Os pássaros que ali cantam
São diferentes desses daqui
Do outro lado da montanha tem areia tem o mar...
Tem pedras mas para La vou prosseguir
É La que diz a lenda, que novamente vou me apaixonar...
A saudades nos meus olhos dizem que é vc que vou
encontrar...
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