sábado, 21 de setembro de 2013

Pensamentos


Quem é a dona dos meus pensamentos
Por um instante escuto seu nome
Mas, a amnésia da alma me faz lembrar
Que um minuto depois eu vou esquecer
De desejar você e de te querer
Vai ficar a lembrança do seu jeito de amar
Confesso o absurdo
Nasci pra viver sozinho
Se esse é o meu destino
Vou morrer meio mudo
Não quero nem aprender a arte da explicação
Debaixo da castanheira
Eu, um banco da praça lado a lado com a solidão
Não lembro seu nome por que você ainda não existiu
Foi o sonho de menino que te formou e logo você sumiu
Naquele conto de fadas
Onde se diz “foram felizes para sempre”
Que nada... continuo só e tão carente
Que nunca sei se minha historia incluiu ou não uma mulher amada!
O teatro da vida me ensinou essa fala:
Te amei como nunca amei alguém
Aiai... isso se lê num gibi na estação
Quando se espera por horas a chegada do trem
Não importa muito ele não vai trazer ninguém
Ela só anda de avião...
Já faz uma vida não muito curta
Eu sempre esperando o encontro com o mar
Na realidade já fui ver o mar
Já me apaixonei pelo mar
Aquelas águas verdes
Tantos lindos são que me lembram seu olhar
Mas ali também plantaram uma castanheira
Uma sombra agradável
Me lembrei de você de novo do seu jeito da sua maneira
De sorrir... de me olhar... de me beijar... de me fazer sonhar
A vida ta sendo de sonhos e romances
De realidades... de ficção
De lembranças de como  será bom te amar
Se vc existisse... mais do que virtualmente no meu coração


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